Tudo que você precisa saber antes de comprar uma calopsita, um papagaio, uma arara ou qualquer outro psitacídeo

Tudo que você precisa saber antes de comprar uma calopsita, um papagaio, uma arara ou qualquer outro psitacídeo

 A gente sempre compartilha as coisas boas que nossos animais fazem.  Tem sempre alguma coisa tão fofa ou engraçada, que fica  quase impossível deixar de compartilhar. Vendo tantas coisas bacanas, é natural que a gente tenha vontade de comprar uma calopsita, um papagaio, uma arara ou qualquer outra espécie de psitacídeo.
 

Ainda que todas estas coisas boas aconteçam de verdade, me preocupa o fato de que raramente mostramos o lado negativo e podemos induzir outras pessoas a fazer escolhas impulsivas e impensadas,  que trarão sofrimento a elas e a seus animais. Sabe aquela história de que no Facebook todo mundo é mais feliz? Isto não pode influenciar sua decisão de adquirir uma ave.
 
Psitacídeos podem ser excelentes animais de estimação: companheiros, inteligentes, divertidos, engraçados, longevos. Isto, no entanto, não é nada fácil. Exige manejo adequado, muita dedicação e busca incansável por informação. Caso contrário, a relação com eles pode se tornar muito frustrante e difícil para ambas as partes.
 
Comprar um psitacídeo é um compromisso grande e de longo prazo (possivelmente para toda a vida e até para os seus filhos, conforme a espécie). Você é responsável por todas as necessidades dele até o fim da vida dele.
 
Neste texto, vou te contar de uma vez só tudo o que acontece ou pode acontecer de indesejável quando se tem um papagaio como animal de estimação. Vamos falar de coisas que você terá de enfrentar com certeza (limpeza, alimentação, despesas etc) e também de problemas que são comuns e imprevisíveis.
 
A verdade é que quando você compra uma calopsita, um papagaio, uma arara, uma cacatua etc, você não tem como saber qual será o comportamento dele depois de 2 ou 3 anos. Mesmo que ele seja o filhote mais carinhoso do mundo ou que o vendedor te “garanta” que nunca vendeu uma ave arisca na vida, não há como ter certeza de como será o futuro.
 
Por isto, é melhor levar em conta o pior cenário. Se você for capaz de amar e ser feliz com um papagaio que grita o dia todo, não te deixa nem chegar perto sem arrancar um pedaço do seu dedo e não fala sequer uma palavra, você será muito feliz se tiver um carinhoso, brincalhão e capaz de dividir a conta do restaurante para você. O contrário, no entanto, talvez não seja verdade.
 
Nós que somos loucos por pássaros aprendemos a conviver ou encontramos formas de contornar cada um desses problemas. A gente acaba até achando graça, meio que um charme. Por outro lado, é possível que algum destes problemas seja insuportável para você. É bom pensar seriamente antes de decidir.

Só você sabe pode saber se deve ou não deve ter um psitacídeo, mas, após ler este texto, você terá mais elementos para tomar uma decisão consciente.
 
Se você já tem psitacídeos, provavelmente já terá percebido várias das dificuldades de que falaremos neste post.
 
Eu não sabia nada disto quando comprei a Lorenza e acabei cometendo quase todos os erros possíveis com ela. Felizmente, nunca me arrependi e acabei me tornando um louco por pássaros. Amo a Lorenza, mas teria feito uma escolha muito melhor se naquele tempo eu soubesse o que sei hoje.

Como disse a Paloma Bosso, nesta entrevista, é essencial buscar informações sobre os psitacídeos e a espécie que se pretende adquirir:

“Ao buscar informações prévias sobre os psitacídeos talvez as pessoas se conscientizem que maioria deles são monogâmicos (o que provavelmente implica na manutenção de mais de uma animal ou que você então terá que dedicar grande parte do seu tempo diário para dar atenção a este animal), que são animais de hábitos diurnos (e que portanto vão começar com suas atividades logo ao nascer do sol), que podem vocalizar mais alto que cães (e que talvez você e seus vizinhos não estejam dispostos a esse tipo de barulho), que eles tem uma alta longevidade (e que isso implica em você estar disposto a não só cuidar bem deste animal por toda a sua vida, bem como pensar na eventual possibilidade de alguém fazê-lo na sua ausência) e que tanto a aquisição quanto a manutenção deles implica em gastos muitas vezes tidos como altos por parte dos proprietários.”


Só compre aves de origem lícita

 
Esta conversa não pode sequer começar um alerta essencial: 
 

Jamais, em hipótese alguma, adquira animais de origem ilícita.

 
Foto: IBAMA Araçatuba

Procure criadouros e lojas credenciados perante as autoridades ambientais; exija nota fiscal – que é a comprovação da origem lícita de suas aves – e certifique-se de que a ave está corretamente identificada com anilha e/ou microchip.

O tráfico de animais contribui para a extinção das espécies em seu habitat natural. 

Geralmente, os animais são transportados em condições muito precárias, que levam à morte da maioria dos indivíduos capturados antes de chegarem a seu destino final. Segundo relatório da Renctas, a cada 10 animais capturados, apenas 1 chega a seu destino final.

Foto: IBAMA Assis
Além de cometer crime, alguém que adquire uma ave proveniente do tráfico, contribui para esta indústria cruel e insustentável.
 
Não fosse isto, sabe-se que o manejo adequado nos primeiros dias e semanas de vida é essencial para a adaptação dos psitacídeos para a convivência como pet. Em razão disto, aumenta muito a chance de animais que sobreviveram à cruel indústria do tráfico desenvolverem problemas de saúde ou comportamentais. O barato pode sair muito mais caro.
 
Mesmo que suas intenções sejam nobres – como resgatar animais de condições precárias ou de maus tratos – não se devem comprar animais originários do tráfico. Você pode salvar a vida daquele indivíduo, mas estará estimulando o traficante a revender outros.

Cabe uma ave no seu futuro?

Você pode ter muita vontade de ter um papagaio e reunir todas as condições necessárias. Mas a decisão de adquirir um não pode ignorar que estas aves, geralmente, vivem muito tempo. Ou seja, é importante refletir se esta escolha também combina com os seus planos futuros.
 
Uma calopsita, por exemplo, que tem uma das menores expectativas de vida entre os psitacídeos, pode viver 15, 20 anos. Araras e cacatuas podem chegar a 80 anos!
 
Que você vai estar fazendo daqui a 5 anos? Daqui a 10? Imagina só 80!
 
Difícil prever, não é?
 
Não basta pensar se você tem condições hoje. É necessário refletir se continuará tendo estas condições no futuro.
 
Se você tem bastante tempo hoje, por exemplo porque é estudante e não trabalha, pense que daqui a poucos anos pode ser que você tenha que trabalhar muitas horas para construir uma carreira e atingir seus objetivos profissionais.  Ou pode decidir passar um período no exterior para trabalhar ou estudar. O que vai acontecer com seu bichinho, que até então estava acostumado a ter a sua companhia por muitas horas do dia?
 
Você hoje mora em uma linda casa, muito espaçosa, sem vizinhos por perto, que comportaria um arara? Daqui a 5 ou 10 anos pode querer morar em um apartamento, em que uma arara, além de ter pouco espaço, infernizaria os vizinhos.
 
Você pode se casar com alguém que não gosta de aves, mudar de cidade, ter problemas financeiros ou de saúde.
 
Se decidir adquirir um psitacídeo, você deverá contemplá-lo em qualquer plano que fizer no futuro.
 
Lembre-se que a maioria das espécies de psitacídeos passa toda a vida com o mesmo grupo e os mesmos parceiros – são monogâmicos. Isto significa que uma separação, se você não quiser ou não puder mais cuidar dele, poderá causar enorme sofrimento.

Cabe uma ave no seu dia?

Psitacídeos exigem dedicação diária. Isto não se resume a 5 minutinhos para trocar o jornal e colocar comida e água. Significa dispor de algumas horas por dia para interagir, permitir que eles estiquem as pernas e as asas fora da gaiola/viveiro, explorem novos ambientes, convivam com a família etc.
 
Sim, você pode aproveitar a hora da faxina para fazer isto (na cozinha, somente se não houver panelas antiaderentes no fogo), a hora do banho, ou dar uma espiada no telejornal enquanto isto (se ele deixar).
 
É possível – e na minha opinião recomendável – prepará-los para terem uma rotina independente por boa parte do dia, providenciando atividades (brinquedos de vários tipos, atividades de forrageio etc) e um ambiente adequado.
 
Isto não exclui a necessidade de terem a companhia de seus companheiros humanos durante algumas horas TODOS os dias. Psitacídeos são animais sociáveis e necessitam da convivência diária com seu bando (sim, você e o resto da família).
 
Isto inclui fins de semana, feriados e férias. Se pretender se ausentar por longos períodos, deverá achar uma pessoa –  de preferência, alguém que suas aves já conheçam e estejam acostumadas – para, além de suprir as necessidades básicas (limpeza, comida e água fresca), fazer companhia para seus animais.
 
A rotina inclui ainda:
(a) a preparação das refeições;
(b) uma limpeza diária das gaiolas/viveiros (troca de jornais ou outros substratos, limpeza superficial etc); e
(c) lavagem semanal das gaiolas/viveiros.
 

Você faz questão da sua casa limpinha?

 
Não é que sua casa vá virar um galinheiro. É possível, sim, administrar a sujeira – com o tempo, a gente vai ficando mais esperto e criando uma rotina –, mas alguma tolerância a sujeira é essencial para não perder a sanidade mental, quando se vive com aves. Também não pode ser muita ou você vai acabar botando em risco a sua saúde e a das suas aves.
 
Cascas de semente e migalhas de ração acabam caindo para fora da gaiola ou viveiro e onde mais eles comerem (petiscos, por exemplo).
 
Ainda que seja possível ensiná-los a fazer as necessidades no lugar certo (veja aqui como), é razoável supor que de vez em quando eles irão errar o alvo. Sim, você vai se acostumar a não ligar tanto para coco de passarinho.
 
E tem também as penas! Ah! As penas! Estas pequenas estruturas epidérmicas desenvolvidas especialmente para se esconder em todos os cantos da casa! Uma ou duas vezes por ano, sua ave passará por uma muda de penas e você descobrirá que ela tinha muito mais penas do que você poderia imaginar!
 
Os Lóris neste capítulo merecem uma menção honrosa. Em razão da sua dieta predominantemente líquida, estas espécies são campeãs de sujeira. Não estou exagerando, ao comer eles chacoalham a cabeça para limpar o bico e espalham papa para todos os lados. Como eles gostam muito de ficar nas grades, você encontrará fezes a metros de distância da gaiola! Só um louco por pássaros, mesmo, pra achar isto engraçado!

Pra não dizer que eu só falo dos problemas, o bom dos psitacídeos é que você não precisará conviver com cheiros fortes, desde que mantenha a limpeza das gaiolas/viveiros em dia. Psitacídeos costumam ser bem limpinhos e cheirosos e seus dejetos, em condições normais, não tem cheiro.
 

Seus ouvidos (ou dos seus vizinhos) são sensíveis?

 
Assim como a questão da sujeira, os problemas com barulho também são em alguma medida administráveis. Isto não quer dizer, nem de longe, que você poderá contar com longos períodos de silêncio pra pensar na vida.
 
O repertório inclui, assobios insistentes, cantorias fora de hora, brinquedos batendo nas grades ou sendo arremessados do poleiro mais alto. Conforme a espécie e o indivíduo, você também poderá ser brindado com gritos periódicos, palavras ou frases repetidas e outras sutilezas afins.
 
Sabe aquele vídeo bonitinho do papagaio que imita choro de criança, o barulho do telefone, reza a Ave Maria ou canta o hino do Brasil? Imagina repetindo o dia inteiro na sua cabeça?


Há uma tendência natural de gritos ao amanhecer ou ao entardecer também. Na natureza, este comportamento serve para localizar os outros membros do bando e garantir que todos estão por perto na hora de dormir e ao acordar. Na sua casa, serve para despertar os membros da família às 6:00 da manhã, mesmo.
 
Não meça sua capacidade de suportar barulho apenas pela sensibilidade de seus ouvidos. Se você mora em prédio, casa geminada ou tem vizinhos muito perto, pense se o barulho não irá incomodá-los. Reclamações de vizinhos podem acabar impedindo você de manter suas aves em casa.
 
Algumas espécies como araras e cacatuas gritam realmente muito alto e não são recomendadas para quem mora em apartamento.
 

Qual o limite da sua paciência?

 
Como já disse acima, a adequação de um psitacídeo como pet depende muito de um manejo adequado, que por sua vez, exige um profundo aprendizado.
 
Cães, gatos, cavalos tem sido domesticados há centenas de anos, selecionando-se geneticamente aqueles mais aptos a conviverem com o homem. Psitacídeos são animais selvagens. Quando muito, a ave que você terá em casa, será a quarta ou quinta geração de aves capturadas. Isto significa que geneticamente seu pet é idêntico àqueles que vivem na natureza.
 
Animais como estes podem – especialmente se houver um manejo inadequado – desenvolver problemas comportamentais, como agressividade, gritos em excesso e automutilação (corte ou arrancamento das próprias penas). Estes problemas muitas vezes são de difícil solução.
Não superestime a sua capacidade de evitá-los e superá-los. A origem deles pode até mesmo estar em coisas que aconteceram nas primeiras semanas de vida, quando os animais ainda estavam no criadouro e nas lojas.

Vale mencionar ainda os pequenos “acidentes”, que acabam acontecendo. Uma distração e eles resolvem arrancar todas as teclas do seu notebook novo. Uma piscada e lá se vão os botões da sua camisa. Uma saidinha para atender o telefone e eles descobrem como é gostoso mastigar o tampo da mesa.

É claro que hoje existem muitas formas de resolver ou ao menos atenuar estes problemas, mas é necessário paciência, informação, carinho e muita dedicação.
 
O ponto aqui é que, antes de adquirir uma ave, você deve saber que isto pode acontecer com seu animal de estimação e pensar se estará preparado para enfrentar estes problemas.
 

A grama do vizinho é sempre mais verde

 
O papagaio do seu amigo fala frases engraçadinhas e você queria um igual por isto? Péssima ideia. Não há nenhuma garantia de que sua ave também falará as mesmas frases. Há uma boa chance de ela nem falar.
 
Viu na internet o vídeo de 10 calopsitas que cantam em coro e decidiu fazer igual? Pense duas vezes, pode ser que suas calopsitas nunca cantem uma música reconhecível.
 
O filhote de arara na loja de animais deita de barriga pra cima pedindo carinho? Não é um bom motivo para comprá-lo. Filhotes crescem e mudam. Em dois anos, é possível que esta arara não deixe você chegar nem perto sem tirar um pedaço (imagina aquele bicão!).
 
Estes são apenas alguns exemplos de como é fácil criar expectativas injustas sobre nossos animais. É possível que sua ave faça tudo isso e mais um pouco, mas é muito mais provável que ela não faça nenhuma destas coisas. Portanto, não adquira um animal esperando que ele tenha talentos especiais.
 

Você tem sede de informação?

 
Psitacídeos não são animais domésticos. Eles são animais selvagens e se comportarão na sua casa como se estivessem na floresta.
 
É claro que o comportamento deles pode ser condicionado e moldado para uma melhor convivência familiar, mas este é um compromisso e um desafio diário.
 
Caberá a você aprender com eles e sobre eles sem folga. Só assim será capaz de entender e prover suas necessidades e ajudá-lo a adaptar-se à convivência da família. A quantidade de carinho e realização que recebemos é proporcional à energia despendida nesta missão.
 
Animal que já vem pronto para conviver em família não existe, mas os desafios de um animal selvagem são certamente maiores.
 
É claro que este fator pode ser visto como um ponto positivo ou como um ponto negativo. Loucos por pássaros geralmente adoram!
 

Tá preparado pra pagar as contas?

 
Você também precisará saber se a aquisição da ave é compatível com seu planejamento financeiro. E o preço pago pela própria ave, na maioria dos casos, é o menor dos custos que você vai ter.
 
Logo de cara, você precisará investir em uma gaiola ou viveiro de qualidade, grande o suficiente para que a ave possa abrir as asas confortavelmente. A lista da primeira compra também inclui poleiros, potes de cerâmica ou inox para água e comida, brinquedos variados e ração de qualidade.
 
Ração extrusada de qualidade pode custar mais caro e este é um aspecto essencial para a saúde de sua ave em que você não vai querer economizar. Lembre-se de inserir na conta os gastos com alimentos frescos para completar a dieta.
 
Esses caras tem um bico afiado e uma enorme disposição para destruir poleiros e brinquedos (esta é a função deles), que deverão ser repostos regularmente.
 
Você também não deve esquecer de botar na conta uma reserva para despesas com veterinários especializados, exames e medicamentos. Ninguém quer ver seu animal querido doente, sem ter dinheiro para dar o melhor tratamento.
 
Somando tudo, você verá que o custo de aquisição da ave será facilmente superado por todas as outras despesas. Exceto nos casos das aves muito baratas ou muito caras, é razoável considerar que você gastará de 2 a 4 vezes o valor da ave no primeiro ano e aproximadamente o valor da ave em despesas correntes dos anos seguintes.
 

Passarinho quer voar

 
Muitas pessoas não se dão conta do fato de que psitacídeos voam. O corte de asas ainda é uma prática muito enraizada em nossa cultura e muita gente já conviveu com calopsitas, papagaios, araras e outras espécies sem se dar conta de que na natureza estes animais voariam.
 
Lojas e criadouros geralmente entregam as aves com as asas cortadas aos proprietários, que sequer têm a oportunidade de pensar sobre a questão. Este corte precoce de asas, inclusive, pode fazer com que as aves nunca mais desenvolvam plenamente as habilidades de voo, mesmo após a troca das penas.
 
Sou um defensor convicto de manter nossas aves de estimação voando, apesar de reconhecer que esta é uma escolha pessoal de cada proprietário e que cada caso deve ser analisado individualmente. Contudo, se você está pensando em comprar sua primeira ave deveria levar isto em conta.
 
Saiba que o corte de asas envolve consequências muitas vezes negligenciadas. Em primeiro lugar, ele impede um comportamento natural dos animais, impactando em seu bem-estar. Aves que não tem a oportunidade de voar podem desenvolver problemas comportamentais mais difíceis de solucionar do que mantê-las voando.
 
A verdade é que o voo tem impactos muito positivos no comportamento, saúde e bem-estar de nossas aves.
 
Por outro lado, é um desafio garantir a segurança de pets  que voam, que são muito mais independentes (e divertidos também!). Pode ser necessário inclusive realizar adaptações na casa, como remover objetos perigosos e instalar redes de proteção nas janelas.
 
Assim, antes de decidir comprar uma ave, informe-se e leve em conta a possibilidade de mantê-las voando. Se possível, prepare-se para garantir a segurança necessária antes mesmo da chegada da ave à sua casa.
 

E aí? Você é um louco por pássaros?

 
Ufa! Espero que você não esteja me achando um carrasco depois de ler este texto. Confesso que não foi fácil escrevê-lo.
 
Como disse no começo, não tenho a menor intenção de demovê-lo do seu sonho. Lá no fundo, torço para você, agora que conhece todos os pontos negativos e o tamanho do compromisso que isto representa, assumir a responsabilidade de adquirir sua ave.
 

Dizem que o segredo de um casamento de sucesso é escolher alguém que tenha defeitos que você suporte. Com as aves é igualzinho. Afinal, esta também será um relacionamento para toda a vida.

Se você chegou até o fim e se nada disso pareceu motivo suficiente para te convencer a não ter um psitacídeo, você é um sério candidato a louco por pássaros. No próximo post darei todas as dicas para você escolher a espécie que mais se adequa às suas condições. 

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Para saber mais

Se quiser se aprofundar neste tema, além de outros essenciais para estabelecer e manter uma boa relação com sua ave de estimação, recomendo a leitura do The Parrot Wizard’s Guide to Well Behaved Parrots (Link afiliado).


Este livro foi uma grande fonte de informação para mim e, na minha opinião é o melhor guia de cuidados com psitacídeos disponível. O Michael Sazhin, conhecido como Parrot Wizard, também mantém um blog (em inglês) onde disponibiliza gratuitamente muita informação de qualidade. É uma grande fonte de inspiração para mim.

  • Gabriel

    Assino embaixo desse seu artigo!
    Tive psitacídeos e pretendo voltar a ter, eu tive todas essas dificuldades
    que no meu caso foi o que me fez me apaixonar por eles, o que é uma loucura,
    Brigado e parabéns

Seu papagaio mais comportado e feliz! Inscreva-se!

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