Como ensinar seu papagaio a voar, qualquer que seja o nível dele

Como ensinar seu papagaio a voar, qualquer que seja o nível dele

É estranho falar em ensinar um papagaio a voar. Afinal, como podemos ensinar uma coisa que a gente não sabe? A verdade é que nenhuma ave precisa ser ensinada a voar. Elas aprendem sozinhas – mas não nascem sabendo – desde que estejam presentes determinadas condições.

Mesmo na natureza, o papel dos pais durante este processo é voar junto e ajudar seus filhotes a não se perderem nem se machucarem.

Nós não podemos voar junto, então nossa missão, ao guiar o aprendizado do voo pelas nossas aves, é criar as condições necessárias para que elas desenvolvam progressivamente – e sem correr riscos desnecessários – suas habilidades de voo.

Para isto, é importante entender como acontece o aprendizado do voo e saber como estimular nossas aves. É sobre isto que falaremos neste artigo.

Como os psitacídeos aprendem a voar

Quando o ovo eclode, o psitacídeo está apenas parcialmente desenvolvido. Ele só começara a ouvir e se comunicar, por exemplo, cerca de 3 dias antes.

Os olhos só serão abertos alguns dias depois. Mesmo assim, sua visão será um amontoado de sombras borradas, formas e movimentos. Apesar de ele já ser capaz de reconhecer estes raios de luz, será necessário aprender a interpretá-los e processá-los.

Uma infinidade de processos como este ainda ocorrerá durante os próximos meses, até que ele cresça e desenvolva todas as penas. Ao fim dos primeiros 90 dias de vida, aproximadamente 75% do desenvolvimento mental do filhote estará completo. 90% até os 6 ou 8 meses de vida.

Se pararmos para pensar, isto tudo acontece muito rápido. É um período muito intenso, de muito aprendizado que influenciará o comportamento da ave para o resto da vida.

É lindo observar o filhote se desenvolvendo conforme o calendário estipulado pela natureza e ter a oportunidade de provê-lo de afeto, atenção, conforto e alimentos para isto!

A preparação para o voo inicia entre a terceira e a quarta semana de vida, quando desenvolvem-se duas entre as mais importantes funções cerebrais requeridas para o voo: a visão e a coordenação.

Tais funções desenvolvem-se em simbiose. A visão desenvolve-se melhor quando a ave consegue se mover e ver as coisas de ângulos e distâncias diferentes, o que exige coordenação. Paralelamente, a coordenação também se desenvolve melhor quando o córtex visual consegue fornecer informações sobre distância e perspectiva. Esta relação simbiótica acabará resultando no desenvolvimento da visão tridimensional.

Quando as penas de voo estiverem quase maduras, a ave irá começar a bater as asas e exercitar os músculos, até que se sinta suficientemente forte e segura para arriscar os primeiros voos.

Não é necessário nenhum tipo de estímulo nesta fase. O processo é controlado pela genética, desde que a ave seja provida com condições adequadas e alimento suficiente.  Nas palavras de Chris Biro:

Isto cria níveis de comportamento, construídos sobre níveis anteriores de comportamento. Tudo isto materializando-se em sincronia com o desenvolvimento físico. O jovem papagaio estará mentalmente pronto para voar mais ou menos na mesma época em que suas penas de voo terminarem de amadurecer, mas não antes.

O filhote não tenta deixar o ninho enquanto ambas as suas habilidades mentais e físicas não estejam suficientemente desenvolvidas. O processo de seleção natural assegurou que as penas de voo estejam maduras e os marcos emocionais e mentais apropriados sejam atingidos aproximadamente no mesmo momento em que a tendência instintiva de deixar o ninho ocorre.

(The ABCDEs of Behavior. Tradução livre. Inédito)

Nesta fase em que o papagaio começa a arriscar os primeiros voos eles ainda não tem controle sobre a altura, velocidade e o pouso. Se eles acelerarem demais, podem acabar se chocando contra paredes, janelas e outros objetos. A melhor forma de evitar que eles se machuquem é controlando a velocidade, mantenha seu filhote em locais pequenos, onde não haja espaço suficiente para acelerar demais, evitando assim tombos e trombadas mais graves. Também é importante remover todo tipo de obstáculos perigosos contra os quais eles possam se chocar.

À medida em que você for percebendo que a ave aumenta o seu controle, você pode começar a aumentar progressivamente os espaços onde ela fica.

E se ele se machucar?

Até pegarem o jeito da coisa, os filhotes são um tanto estabanados, até para andar. Podem acontecer choques, quedas, trombadas. A gente fica com o coração na mão. Mesmo assim, não desista.

Crianças humanas não são diferentes. Nossos filhos vivem caindo, se ralando, quebrando ossos… A gente faz de tudo para aumentar a segurança, mas sabe que isto é normal e que é a única forma de aprender.

Além disto, os ossos são mais flexíveis e maleáveis nesta fase, fazendo com que se machuquem menos.

Cair e levantar faz parte da vida e nos torna mais fortes. Com as aves, não é diferente.

Em pouquíssimo tempo você ficará surpreso em ver como eles estarão voando bem, fazendo curvas, pousando em objetos pequenos, mudando rapidamente de direção, evitando obstáculos etc.

A questão da janela de oportunidade

Há algumas décadas, pesquisas científicas têm demonstrado que o desenvolvimento de numerosos sentidos e habilidades é sensível ao tempo. Isto quer dizer que sem os estímulos necessários no estágio apropriado do desenvolvimento certos comportamentos ou habilidades podem ser temporária ou permanentemente comprometidos.

O voo certamente insere-se entre estes comportamentos. O período que vai desde os primeiros voos aos 2 anos de vida é crucial para o desenvolvimento do voo.

Aves que tiveram as asas cortadas neste período da vida dificilmente atingem o mesmo nível que as demais. Isto não significa que elas não possam apreender. Ocorre que o processo será muito menos natural e dependerá de muito mais esforço da própria ave e do empenho do dono.

O voo no período sensível acontece naturalmente. É instintivo, flui com facilidade, não há temor, não há medo. Aves mais velhas podem perder o estímulo e até mesmo desenvolver um verdadeiro pavor de voar. Pode ser tarde também para desenvolver algumas habilidades e sentidos, ao menos em todo seu potencial.

Apesar de todas as dificuldades, mesmo que a ave não desenvolva todo o potencial de voo que poderia ter tido, voar lhe trará muitos benefícios e tende a aumentar bastante a independência e a autoconfiança.

Como incentivar seu papagaio a voar, qualquer que seja o seu nível

Qualquer que seja o nível da sua ave, incentivá-la a voar é ótimo para melhorar suas habilidades e aumentar o condicionamento físico, além de ser forma divertida de interagir com sua ave, ótima forma de enriquecimento, que certamente pode proporcionar maior bem-estar.

Como incentivar seu filhote a voar

Se você tiver um filhote, vai perceber logo que eles não precisam de muito incentivo para voar, nem mesmo para voar para você. Tudo que ele mais quer é afeto e carinho e voar é tão natural para ele quanto andar é para nós. Ainda assim, é importante incentivá-lo a ampliar suas habilidades e ensinar a voar para você quando chamado (Flight recall).

Não se preocupe em estabelecer uma rotina de treinos formais logo de cara. É suficiente premiá-lo com petiscos e carinhos sempre que voar para você e nunca fazer nada que possa diminuir sua confiança, como se assustar, desviar, tirar o braço onde ele ia pousar, manda-lo para longe etc.

Faça com que estar com você seja a coisa mais gostosa e divertida do mundo para ele e curta bastante a companhia do seu filhote. Você vai sentir saudades quando esta fase passar!

Aos poucos, quando perceber que ele já é capaz de se concentrar por mais tempo, vá inserindo sessões curtas de treino. Lembre-se que o treino deve ser uma atividade divertida para ambas as partes. Quando a ave começar a perder o interesse, peça uma coisa bem fácil para ela acertar e encerre o treino.

Como incentivar uma ave mais velha a voar

Se você tem uma ave mais velha que nunca voou ou está começando a voar, pode ser que precise de mais estímulo e paciência. Conforme a idade da ave, pode ser que ela já tenha perdido a motivação natural para voar ou, pior ainda, tenha ficado com muito medo de voar.

Vá devagar, respeite o ritmo da ave e tenha certeza de tornar os treinos um momento de diversão. Tem que ser divertido para você e para a ave.

A gente às vezes fica ansioso para ver os resultados logo e acaba forçando demais a barra nos treinamentos. Isto gera frustração para você, para a ave e acaba atrasando ainda mais os resultados. Respire fundo antes de começar os treinos, deixe suas expectativas e frustrações do lado de fora e curta o momento, valorize cada pequeno avanço. Um passo por vez, chega-se mais longe.

Como treinar voo com seu papagaio

O treino de voo é bastante simples.

Você vai precisar de:

  • Poleiros de treino
    dois poleiros com pedestal – ou algo que sirva como poleiro, como dois encostos de cadeira em que a ave possa ficar empoleirada confortavelmente;
  • uma vareta que possa ser utilizada como target (eu gosto de usar aqueles palitinhos de comida japonesa);
  • um clicker;
  • o petisco favorito da sua ave.

O clicker é uma caixinha de plástico com um mecanismo de metal que emite um estalo seco toda vez que acionado. É facilmente encontrado em pet shops, custa baratinho e ajuda na comunicação com a sua ave.

Target e clicker
O target e o clicker não são obrigatórios. É plenamente possível treinar sem. Eu prefiro utilizar, principalmente com aves que ainda não voam, pois acho que ajudam na comunicação. Fica mais fácil mostrar pra ave o que você quer dela e quando ela fez o que você queria.

Siga todos os passos, sem pular nenhuma etapa, qualquer quer seja o nível de sua ave. A diferença é que aves que já voam tendem a passar mais rapidamente pelos níveis.

É legal começar uma nova sessão de treinos alguns passos atrás de onde parou na sessão anterior. Isto ajuda a ave a lembrar e entrar no ritmo.

Treinar não é nenhuma receita de bolo e, quando se conhecem os fundamentos, cada pessoa encontra seu próprio caminho. Aos poucos pretendo ir falando dos fundamentos do condicionamento aqui no Loucos por Pássaros, mas para tornar as coisas mais simples para você, preparei uma descrição passo a passo de uma rotina de treinos.

Esta rotina pressupõe uma ave mansa e que já se sinta confortável na sua presença.

Antes de soltar sua ave e começar os treinos, lembre-se sempre de checar a segurança do ambiente.

1º Passo: Apresentação do clicker

Objetivo: apresentar o clicker à ave e acostumá-la à ideia de que sempre que ela ouvir aquele som, receberá uma recompensa.

Com a ave relaxada em um poleiro ou na própria gaiola, soe o clicker e ofereça um petisco. Repita algumas vezes até perceber que ao ouvir o som ela já procura a recompensa.

2º Passo: Apresentação do target

Objetivo: apresentar o target e ensinar a ave a tocar na ponta do target para receber uma recompensa.

Apresentação do target
Mostre o target para a ave e certifique-se que este novo objeto não lhe causa nenhum desconforto. Se este for o caso, deixe-o por alguns dias em algum lugar onde ela possa enxergá-lo sem sentir medo, diminuindo a distância até que se acostume.

Segure o target próximo ao bico da ave até que ela – não importa se de propósito ou não – toque nele.

Quando o bico da ave tocar a ponta do target, soe imediatamente o clicker e entregue o petisco. A ave não deve morder o target nem segurar. Se isto acontecer, não soe o clicker e não dê o petisco. Repita algumas vezes até que ela entenda o conceito.

Target Training
Ao perceber que o papagaio já está tocando a ponta do target voluntariamente, comece a aumentar a distância progressivamente de forma que ele seja obrigado a andar pelo poleiro para tocá-lo.

3º Passo: de um poleiro para o outro

Objetivo: utilizando o target, fazer com que a ave passe de um poleiro para o outro.

Deixe os dois poleiros bem próximos um ao outro. Posicione o target de uma maneira que a ave tenha que pisar no outro poleiro para tocá-lo.

Treinar voo
Se ela não passar de uma vez, diminua o critério, ou seja, aproxime o target para que ela consiga tocar colocando apenas uma das patas no segundo poleiro, toque o target e volte para o primeiro.

Treinar voo
Repita até que a ave passe com segurança de um poleiro ao outro.

4º Passo: aumentar as distâncias até a primeira batida de asas

Objetivo: aumentar gradativamente as distâncias até que a ave tenha que saltar de um poleiro para o outro

Poucos centímetros por vez, aumente a distância entre os poleiros. Uma nova distância só deve ser apresentada quando a ave já estiver confortável com a distância anterior.

Treinar voo
Faça isto até que ave precise saltar para chegar ao outro poleiro. Vá aumentando a distância deste salto. Em um determinado momento, ela vai acabar tendo que bater as asas para chegar do outro lado.

Treinar voo
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À media que a distância aumenta, aumenta também a quantidade de batidas de asas necessárias para chegar do outro lado. Parabéns, sua ave está voando!

5º Passo: do poleiro para você

Objetivo: fazer com que a ave sinta-se confortável voando para uma pessoa

Quando a ave já está voando confortavelmente alguns metros entre os dois poleiros, você pode começar a treinar o voo para a sua mão ou seu braço.

A mão e o braço são menos estáveis que um poleiro, por isto é importante que a ave já tenha alguma segurança no voo.  Você deve manter-se relaxado, pois as aves percebem nossa tensão, mas tomar o cuidado de manter-se firme para não desequilibrá-la.

Repita o mesmo processo do voo entre poleiros, a partir do 3º passo, utilizando o target para fazê-la subir na sua mão ou braço.

6º Passo: recall

Objetivo: substituir o target por um comando verbal

Quando a ave já estiver voando confortavelmente para você, é hora de introduzir um comando sonoro. Algumas pessoas optam por utilizar um apito, já que este pode ser ouvido a distâncias maiores. O problema do apito, na minha visão, é que você pode não ter um à mão no momento de uma emergência. Além disto, se outra pessoa soar um apito igual ou parecido, a ave pode acabar se confundindo. Por esta razão, eu prefiro utilizar um comando verbal.

Associar o comando é muito simples. Basta repetir o nome da ave e o comando – “vem”, por exemplo, ao mesmo tempo em que mostra o target para a ave. Após algumas repetições, a ave vai começar a associar o comando com o comportamento desejado e você poderá deixar de usar o target.

Você também pode utilizar o mesmo procedimento para ensinar o comando “poleiro”, ou seja, introduzir um comando para a que a ave voe de você para um poleiro.

7º Aumentando a dificuldade

O título deste passo poderia ser “Divirta-se”. Com sua ave voando, a sua criatividade é o único limite dos treinos. Faça ela voar entre poleiros de alturas diferentes, fazer curvas, chame ela de outros cômodos da casa, ensine a buscar uma bolinha, enfim, exponha sua ave ao maior número de desafios possíveis.

Encontre maneiras de exercitar sua ave que sejam mais divertidas para você e para ela. Quanto mais divertido, mais vocês terão motivação para treinar e mais em forma ela vai ficar, além de mais segura, caso algum acidente aconteça.

Conclusão

Espero que este artigo tenha dado ferramentas suficientes para você conduzir melhor suas aves de qualquer idade no aprendizado do voo.

Quero deixar bem claro que nenhuma das técnicas abordadas neste post é suficiente para treinar sua ave para a prática do voo livre em ambientes externos.

Nós falaremos um pouco sobre este tema no próximo artigo, mas, se você pretende praticar voo livre com sua ave, recomendo enfaticamente que você procure o aconselhamento de um profissional experiente, com o Chris Biro.

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  • André Mortari

    Muito legal o post! Vou tentar algumas técnicas com a Sophia. Ela já tem 7 anos e, não parece muito disposta a voar, mas pretende incentivar e ver como ela vai reagir.
    Um ponto importante que acho que vale a pena citar, especialmente falando dos treinos é o controle do peso das aves. Em geral, aves com um peso acima do normal tendem a perder o interesse no treino mais cedo, e se “arriscam” menos pela recompensa. Além disso, falando especificamente de voo, toda ave tem um peso de voo ideal, que interfere na confiança da ave para voar.

    Enfim, vou tentar as dicas e depois comento o que consegui. De qualquer forma, gostei bastante também dos seus poleiros. Tem alguma dica de onde comprou?

    Abs!

    • Francisco

      Oi, André! Obrigado!
      Depois de 7 anos, deve ser difícil para ela encarar o desafio. Com calma, com carinho e um passo por vez espero que ela acabe aprendendo. Depois conta, sim, se deu certo.
      Sei que tem gente que defende o controle de peso, principalmente na falcoaria.
      Na minha opinião, baixar o peso não é necessário com psitacideos, principalmente para voos dentro de casa. Não vale o risco e eles trabalham contentes até pela brincadeira e pela quantidade de atenção que recebem durante o treino. O que o Chris Biro ensina é coincidir os treinos com horários horários das refeições, ou sejam um pouco antes. Assim, você usar o maior apetite deles sem precisar deixá-los com fome.
      Os poleiros, comprei no http://www.trainedparrot.com, mas eles são bem simples. Basicamente, um pedestal de microfone com um poleiro rosqueado.

      • André Mortari

        Oi Francisco, obrigado pela resposta!
        Ontem mesmo já iniciei alguns treinos para tentar estimular a Sophia a voar. Ela ainda se sente muito insegura, e praticamente não usa as asas nem para se equilibrar, uma pena!
        Também estou tentando estimular o equilíbrio dela de outras formas, substitui um dos poleiros do viveiro por uma corda, para que ela tenha um desafio maior e comece a usar as asas para equilibrar-se. Aos poucos, pretendo substituir os demais também, além de por cordas mais maleáveis, que tenha de fato uma movimentação.
        Sobre baixar o peso, no meu caso foi necessário com a Sophia, porque ela estava acima do ideal, mesmo comendo ração extrusada. E, pelo fato dela não voar, o gasto calórico dela era muito baixo, então regular a alimentação fazia parte do processo de treino.
        Com a Charlotte, por sua vez, o metabolismo dela já é mais acelerado por ser filhote e, como ela voa o controle de peso é muito mais simples. Apenas evito que ela fique acima do range considerado ideal para a espécie.
        Bom, sobre os poleiros, se puder me mandar uma foto para que eu possa entender melhor, eu agradeço!

  • Will

    Excelente artigo. Pessoal tenho uma dúvida. Eu tenho um papagaio com 12 anos de idade super saudável e “pentelho” hehehe… Atualmente ele vive em uma gaiola grande com as asas cortadas em um ambiente “aberto”. Ele não tenta voar então está seguro, quando não tem ninguém na casa fechamos ele. Ensinei ele a hora de dormir e a entrar na gaiola sozinho(inclusive dando beijo). A questão é que ele é muito apegado a mim, tanto que comigo ele deita de barriga pra cima no colo e tudo mais, porém, recentemente eu sai da casa dos meus pais e vim morar em um apartamento. Na casa dos meus pais em alguns momentos do dia minha mãe mexe e conversa um pouco com ele e a noite meu pai também. Estou pensando em trazer ele para morar no apartamento comigo, porém não fico em casa durante o dia, mas poderia recompensá-lo durante a noite. Qual a opinião de vcs? Grato desde já…

    • André Mortari

      Oi Will,
      Eu passei pela mesma situação recentemente. A Sophia está comigo há 7 anos e, me mudei no meio do ano passado e decidir trazer ela comigo. Para ser sincero, acho que hoje dou mais atenção do que antes, talvez pelo fato que eu estou morando sozinho, acabo me dedicando mais a ela do que antes.
      Mas, para melhorar a questão da cia, acabei comprando uma nova ave, que é uma papagaio do Congo. Ainda não estão juntos no mesmo viveiro porque estão no período de adaptação, mas sempre procuro colocar brinquedos para que as duas possam interagir entre elas e, tenho tido bons resultados. Uma acaba fazendo companhia para a outra e, eu aproveito sempre para brincar com as duas de manhã e à noite (estou fazendo alguns treinos específicos e alimento na papa).

      Respondendo a sua pergunta, eu acho que você deveria considerar ter sua ave perto, e estabelecer uma rotina de contato diário com ela. Durante o dia você pode colocar brinquedos e outras coisas que preencham o tempo dela, eu costumo deixar diversos para que ela ache comida ao longo do dia.

      Abs,

      • Will

        Boa tarde André! Obrigado pelo relato. Vou me planejar e testar… Grande Abc.

  • Dan

    Por favor me diga onde você comprou estes poleiros para o treino de voo

    • Francisco

      Oi, Dan, estes poleiro é vendido pelo trainedparrot.com, mas ele é bem simples – um pedestal de microfone com um poleiro rosqueado. Então, querendo, daria pra fazer uma versão caseira.

Seu papagaio mais comportado e feliz! Inscreva-se!

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