7 Dicas Infalíveis para ensinar seu Papagaio a fazer cocô no lugar certo

7 Dicas Infalíveis para ensinar seu Papagaio a fazer cocô no lugar certo

Todos nós loucos por pássaros já passamos pelas famosas carimbadas: na cabeça, nas costas, na roupa nova, nas visitas… Parece que eles descobrem quando estamos prontos pra sair e mandam bala. Lá vamos nós trocar de roupa.


O sofá novo que você ainda nem acabou de pagar já ganhou uma estampa nova? E aquele dia em que você convidou uma paquera para jantar em casa e acabou a noite limpando cocô do cabelo dela?
Você tem uma roupa só pra brincar com os papagaios? Coloca um pano de prato no ombro? Já desejou que eles pudessem usar fraldas?
Calma! Nada disto é necessário! Seguindo estas poucas dicas, é muito fácil mudar este quadro e ensiná-los a fazer suas necessidades na hora e no lugar certo. É claro que, de vez em quando, um acidente ainda pode acontecer, mas a frequência de acidentes será muito menor! Seguindo estes passos para ensiná-los, eu hoje passo meses sem tomar uma carimbada.
É preciso entender que na natureza, eles não precisam escolher muito onde fazer suas necessidades. Qualquer lugar é um potencial banheiro e eles não têm de se preocupar com o destino da sujeira.
Isto não significa que eles não sejam capazes de controlar suas evacuações. Papagaios tem uma percepção consciente e inconsciente de quando e onde eles defecam.  
Você já deve ter observado, por exemplo, que a maioria deles não defeca à noite (por isto aquele cocozão pela manhã).
No seu habitat, dificilmente eles farão suas necessidades dentro do ninho ou no galho em que estiverem empoleirados. Já foi observado que as fêmeas chocam os ovos por longos períodos sem deixar o ninho para defecar; algumas espécies mais territorialistas, por outro lado, durante o ciclo reprodutivo tendem a defecar por todo o perímetro do seu território.
Ou seja, eles são capazes de controlar onde fazer suas necessidades e até de segurar um pouquinho até chegar lá. Isto vale para qualquer espécie de psitacídeo: calopsitas, agapornes, lóris, jandaias, papagaios, ararajubas, araras, cacatuas etc.
Basta saber como ensiná-los onde pode e onde não pode fazer, além de entender como funciona o sistema digestivo deles para evitar acidentes. É isto que você irá aprender neste texto. Seguindo direitinho as dicas a seguir em pouco tempo seu papagaio será um verdadeiro lorde na hora das necessidades

Dica # 1 – Conheça a agenda das “idas ao banheiro” dele

Se você assistiu a famosa série The Big Bang Theory, deve lembrar do episódio em que o Sheldon escolheu o Leonard para alugar o quarto vago, usando como critério o horário em que ele usaria o banheiro. Eu sou louco por pássaros, mas não sou maluco! Esta dica não tem nada a ver com isto.
A dica é saber quanto tempo seu papagaio costuma levar entre duas evacuações.

 

Saber a autonomia do seu bichinho é simples. Basta esperar contar o tempo entre uma evacuação e outra – preferencialmente em um momento em que você sabe que ele acabou de comer. Você vai querer ter uma margem de segurança e presumir que este tempo é um pouco menor.
Sabendo quanto tempo ele costuma levar entre uma evacuação e outra, é fácil prever quando a hora está chegando e colocá-lo em um lugar onde ele não possa sujar você.
Isto ocorre porque o sistema digestivo dos papagaios é muito particular. Quando eles comem, a comida fica armazenada no papo e passa gradativamente pelo resto do trato digestivo.  O trato digestivo é relativamente curto, então a comida que sai do papo não demora muito para ser digerida e expelida. Com isto, eles evacuarão periodicamente por 2 a 3 horas após terem comido.
Este período, que é razoavelmente constante, entre as “idas ao banheiro” varia entre 15 e 30 minutos conforme a espécie. Os Lóris, dado o tamanho reduzido e a dieta predominantemente líquida, costumam ter uma autonomia ainda menor. A Lorenza, por exemplo, leva entre 8 e 10 minutos.
Ei! Isso é pessoal! Para de contar pra todo mundo!
Se você souber quando seu papagaio vai precisar se aliviar, fica fácil colocá-lo no lugar adequado para que isto ocorra.
Se, por exemplo, o intervalo médio for de 15 minutos, 13 ou 14 minutos após a ultima vez, você pode colocá-lo num poleiro ou sobre um jornal e aguardar ele acabar o serviço. Você então terá mais 13 ou 14 minutos de diversão despreocupada.

Dica #2 – Observe a linguagem corporal

Se você observar atentamente a linguagem corporal da sua ave, vai começar a perceber alguns movimentos que indicam claramente que ele esta prestes a evacuar. Este sinais variam bastante entre espécies e indivíduos, então vale conhecer melhor os seus bichos para saber quais pistas ele dá de que está prestes a soltar uma bomba.
A Lorenza, por exemplo, é bastante difícil de ler (como tudo que envolve a linguagem corporal dos lóris). Aparentemente, a rajada  dela vem sem muitos avisos.
O Giallo, por outro lado, dá indícios claros de que esta apertado. Em primeiro lugar, ele vai procurar uma beirada. Se alguma coisa estiver impedindo ele de chegar lá, ele pode ficar bastante irritado. Como não é comum ele estar irritado, já aprendi a interpretar o aviso e deixo ele ir. Também tem uma inconfundível andadinha em marcha a ré. Algumas vezes, ele também levanta as asas, como quem tá fazendo força.
No primeiro de qualquer um destes sinais, já sabemos que é hora de tirar ele do colo, do ombro ou do sofá.

Dica #3 – Elogie muito quando ele fizer no lugar certo

As duas primeiras dicas podem ser consideradas defensivas, ou seja, servem muito mais para ajudar você a evitar inconvenientes do que para ensinar seu papagaio como fazer suas necessidades no lugar certo.
 
A partir de agora, vou te ensinar como fazer isto.
A primeira coisa é decidir em que lugar você quer que ele faça as necessidades. Pode ser um jornal ou um poleiro com um jornal embaixo em um lugar de fácil acesso.
 
Escolhido o lugar, é hora de ensinar para seu papagaio que lá é um lugar bom para ele se aliviar.
Para isso, você não vai ficar parado esperando que, por acaso, ele faça no lugar certo para só então reforçar. Você já sabe como prever o momento em que isto irá ocorrer, então você vai preparar as coisas para que a evacuação ocorra no lugar certo. E, no momento em que isto ocorrer, vai, imediatamente, caprichar no reforço.
Eu não costumo usar petiscos para este tipo de treino. Basta um bom elogio. Faça festa sem vergonha, diga como ele é um bom pássaro e quanto ele foi incrível acertando o lugar de fazer as necessidades. Psitacídeos adoram receber atenção e, certamente, neste caso isto será suficiente como reforço positivo.
Após algumas repetições ele vai perceber como você fica feliz quando ele faz suas necessidades naquele lugar e não vai perder nenhuma oportunidade de ganhar sua atenção fazendo o que deve no lugar certo.
Uma vez aprendido o comportamento de fazer as necessidades no lugar certo, não é necessário reforçar todas as vezes – se você estiver distraído ou não estiver por perto, por exemplo, não tem problema. Deixar de reforçar algumas vezes, pode até tornar o comportamento ainda mais forte (o nome técnico disto é esquema de reforço de razão variável, ainda falaremos deste assunto). Mesmo que não precise ser todas as vezes, lembre-se, sempre que possível, de elogiá-lo quando ele merecer.

Dica #4 – Nunca reaja quando ele errar o alvo

Ao contrário do que muita gente ainda acredita, falar “não” ou dar broncas tem muito pouca utilidade com papagaios. Lembre-se que eles são aves sociais e barulhentas. A  festa e a bronca talvez não pareçam tão diferentes assim. Você vai acabar reforçando um comportamento indesejável.
Também não adianta punir (colocar de castigo na gaiola/viveiro, espirrar água com spray etc.).  Lembre-se que os psitacídeos são presas na natureza. Seu cérebro está programado para identificar perigos e evitá-los. Você não quer ser classificado como uma coisa a ser evitada, nem que a gaiola/viveiro sejam.
O ideal é simplesmente ignorar eventuais acidentes. Fazer cocô no lugar errado não deve produzir nenhum resultado. Não grite, não reclame, não saia correndo imediatamente para se limpar. Continue fazendo exatamente o que estiver fazendo por alguns instantes e, então, você pode tirá-lo do ombro e limpar, se desejar.
Com o tempo ele vai perceber que não faz sentido fazer cocô no seu ombro – ou no sofá, na mesa, na visita – se ele tem a opção de ir até o lugar certo fazer e ganhar um monte de atenção. Naturalmente, acabará escolhendo fazer no lugar certo.

Dica # 5 – Deixe seu papagaio voar

Esta não é exatamente uma dica para ensinar sua ave a fazer cocô no lugar certo. Mas, uma vez aprendido qual é este lugar, será muito mais fácil seu papagaio utilizá-lo se ele puder chegar lá rápido e com facilidade.

 

 
Eu sei que este é um tema muito polêmico e que ainda são poucas as pessoas dispostas a manter suas aves voando. Esta é uma escolha pessoal de cada proprietário, que envolve muitos riscos e, consequentemente, exige uma grande responsabilidade. Mas gostaria de pontuar que, se sua ave puder voar, é muito mais provável que ela escolha fazer suas necessidades no lugar correto.
Uma ave que teve as asas cortadas dependerá de você para levá-la até o lugar certo. Se você se distrair, é provável que ela não consiga segurar por muito tempo e acabe fazendo onde estiver.
Passarinho que voa, quando fica apertado, pode simplesmente voar até o poleiro escolhido, fazer o que precisa e voltar para continuar brincando com você. Ou, mesmo que eles não façam por conta própria, quando você souber que está na hora, pode dar o comando para que eles voem até o poleiro e façam lá.
Aqui em casa é muito raro acontecer um acidente. Uma das principais razões é que a Lorenza e o Giallo, sempre que precisam, têm a escolha de voar até o poleiro e fazer lá.

Dica # 6 – Crie uma rotina para sair da gaiola/viveiro

Esta dica é muito legal, principalmente pela manhã, quando, tendo passado a noite toda sem evacuar, eles costumam ter uma grande quantidade de sujeira guardada. Tomar uma carimbada desta logo pela manhã, quando você já está pronto para sair pro trabalho, pode arruinar seu humor para o dia todo!
Para evitar isto, você pode esperar ele fazer antes de abrir a porta; estimular o comportamento com um comando (veja abaixo); ou levá-lo ao local escolhido para as necessidades, como falamos acima. O importante é manter uma rotina de forma que ele aprenda que, antes de poder sair e brincar, tem que esvaziar a barriga.

Neste vídeo, você pode ver a rotina de sair da gaiola do Giallo.
Como podem ver, eu coloquei uma lixeira de pedal ao lado da gaiola dele. Toda vez que abro o viveiro, ele sozinho já se empoleira na porta e faz suas necessidades dentro da lixeira, ficando livre para brincar. Às vezes, ele prefere ficar no teto da gaiola e fazer no jornal, que também acho bom.
Ensinar isto foi bastante simples. Quando abro a gaiola, se ele não for sozinho, coloco ele na porta e dou o comando para ele fazer cocô. Se ele voa para mim ou para qualquer outro lugar, pego ele e levo de volta até ele fazer. Após pouco tempo desta rotina, ele já entendeu que só ficaria livre para brincar ou voar, após fazer as necessidades. Hoje, ele já faz sozinho quase todas as vezes, mesmo que seja outra pessoa a abrir a gaiola.

Dica #7 – Coloque o cocô sob comando

Deixei por último esta dica, que considero uma das mais úteis. Você pode associar uma determinada palavra com o cocô, de forma que sempre que o pássaro ouvir esta palavra ele saiba que deve fazer.
Assim, quando você souber que está chegando a hora – ou seja, quando já faz tempo desde a última vez – basta leva-lo para o lugar em que quiser que ele se alivie (pode ser um papel, um jornal, um jardim, uma lixeira, a privada ou até mesmo a sua camisa, se precisar de uma foto para ilustrar o seu blog hahaha) e dar o comando para que ele se alivie.
Não adianta dar o comando, quando ele não está com vontade. Algumas vezes eles podem até tentar, mas não vão conseguir. Se você perceber que é este o caso, não insista, mas fique de olho até ele fazer para não perder a noção dos intervalos.
O comando que você vai usar depende apenas da sua imaginação. Pode ser “cocô” mesmo ou então um termo mais engraçado como bomba, míssil, torpedo, o nome do seu pior inimigo ou do time rival.
Prefira palavras simples, de duas ou três sílabas. Cuidado para não usar palavras de uso muito frequente, que você possa usar por engano e provocar acidentes. Use sempre a mesma palavra, para evitar que ele se confunda.
Escolhida a palavra, você vai ter que associar esta palavra ao comportamento (costuma-se chamar isto de capturar um comportamento, ou seja associar um comportamento já aprendido a um comando). Isto é bastante fácil.
Para começar, toda vez que o papagaio fizer cocô. Pronuncie imediatamente a palavra escolhida várias vezes, além de elogiar bastante. Quanto menos tempo você demorar, melhor. Tem que ser imediato mesmo. Eu, que uso a palavra “cocô” mesmo, faria assim:
       “Cocô”, Lorenza! Muito bem “cocô”! “Cocô”! “Cocô”! Que linda! Muito bem!
Perceberam como eu intercalo o termo escolhido com bastante reforço positivo, repetido várias vezes o comando?
Depois de algumas repetições (pode ser um dia ou dois dependendo do número de vezes que conseguir capturar o comportamento), você pode começar a tentar antecipar o momento da evacuação e dizer o comando imediatamente antes de ela acontecer.
Calcule mais ou menos o momento da próxima evacuação. Observe a linguagem corporal e logo antes da evacuação, pronuncie a palavra escolhida. Assim que ele fizer as necessidades, encha ele de elogios. A ordem deve ser:
Comando -> Comportamento -> Reforço
Neste momento, não é importante se a ave está praticando o comportamento voluntariamente ou não. O que queremos é que ela perceba que sempre que ouve aquela palavra e faz cocô, recebe um monte de elogios.
Após algumas repetições, você terá colocado o comportamento sob comando.
O legal disto é que você não precisa ficar esperando. Quando estou passeando com a Lorenza ou o Giallo no ombro, por exemplo, a cada 8 ou 15 minutos, respectivamente, tiro eles do ombro e peço para fazerem cocô em um lugar adequado. Assim, consigo acabar os passeios com a roupa limpa.
Continue reforçando todas as vezes que espontaneamente sua ave fizer cocô no lugar certo. Há relatos – eu sinceramente não sei se isto é uma lenda – de aves que aprenderam a fazer somente sob comando e não evacuavam mais se não recebessem o comando. Certa vez ouvi o caso de uma mulher que foi viajar e o papagaio já estava há dias sem “ir ao banheiro”. Tiveram que colocar a dona dele por telefone no viva  voz para ele se aliviar. Verdade ou não, é bom não arriscar e manter as coisas da forma mais natural possível.
Gostou das dicas? Conte para nós se elas funcionaram e mande fotos e vídeos dos seus papagaios super educados fazendo as necessidades no lugar certo!

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  • Ótimas dicas, muito obrigado! Melhor site.

  • Fabiana Fabiana

    Boa tarde.
    Minha calopsita tem 5meses e está super mansa, pede para ser pega o dia todo. Nós adoraríamos que ela pudesse ficar o dia todo livre mas ela faz muito cocô. Mesmo. A cada 10 ou 15min, sem uma regularidade para que dê tempo de levá-la ao local certo.
    você teria uma dica para regularizar isso?
    Quero muito colocar em prática a sua dica.

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