FranciscoOi, louco por pássaros, sou o Francisco. Advogado, trinta e poucos anos, curioso e louco por pássaros.

Minha mãe, apesar de ter me dado este nome, nunca gostou muito de bichos e, portanto, apesar de muito insistir, nunca tive um cachorro. O máximo que consegui levar para casa foram muitos peixes e alguns répteis.

Lembro que meu tio Salvador tinha muitos passarinhos, mas nunca teve um papagaio. Minha primeira lembrança papagaios são de algumas idas ao Pantanal na adolescência, quando fiquei realmente encantado.

Muitos anos depois, numa tarde de sábado, vi por acaso na internet a foto de um pequeno papagaio muito colorido. Era um lóris molucanos. Comecei a pesquisar sobre aquele bicho e enfiei na cabeça que precisava de um. Liguei na loja do shopping e não é que eles tinham uma fêmea?

Para não fazer nada por impulso – só eu acreditei nisso! – resolvi esperar até o dia seguinte. Foi uma péssima ideia e ainda vamos falar sobre isso por aqui, mas o fato é que na tarde do dia 13 de outubro de 2013, minha amiga Bia e eu estávamos a caminho de casa com a Lorenza dentro de uma caixinha de madeira.

Lembro do exato momento em que, ainda no estacionamento da loja, senti nos ombros o enorme peso da responsabilidade. A Lorenza – que ainda não tinha nome naquele momento – me faria companhia pelos próximos 30 anos.

Eu tinha que dar uma boa vida para ela! Só não tinha a menor ideia de como fazer isso.Encarei o desafio de aprender e passei a devorar toda e qualquer informação que conseguisse descobrir. Foram dezenas de horas pesquisando na Internet, livros, revistas, DVD’s. Conheci muita gente bacana com que aprendi um bocado de coisas e troquei informações (vocês conhecerão vários destes loucos por pássaros por aqui).

Não foram poucas as vezes em que tive dificuldade de encontrar respostas para as minhas muitas perguntas. Em outros momentos, diante de respostas contraditórias, era difícil saber em quem acreditar.

Quase um ano depois da chegada da Lorenza, eu voltava para casa com uma outra caixa de madeira que não parava de gritar (vocês tinham que ver a cara de alívio do funcionário da transportadora quando levei aquele transtorno embora). Foi quando o Giallo chegou para completar a família.

Este blog é minha forma de dividir com você, louco por pássaros, tudo o que eu aprendi e ainda vou descobrir.

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Lorenza Ludovica

Lóris molucanos (Trichoglossus haematodus moluccanus), fêmea, safra 2013. Geniosa, elétrica, falastrona e provavelmente ex-fumante (só isso explicaria aquela voz rouca! Sabe as irmãs da Marge Simpson?). Lorenza é um desafio diário, que me obriga a aprender sempre mais e eu adoro isso. Como todo primogênito, sofreu com a falta de habilidades de um pai de primeira viagem. Teve suas asas cortadas antes de chegar em casa, mas nunca desistiu de voar. Técnicos de TV a cabo sempre me perguntam se eu que pintei ela daquelas cores (Eles devem combinar. Não é possível!).

Giallo saboreia uma pimenta livre de agrotóxicos em uma de suas visitas à horta da varanda.

Giallo Zafferano

Ararajuba (Guaruba guarouba), macho, safra 2014. O caçula da casa é pura doçura e chamego. Em uma palavra: grude. Impressiona pelas suas incríveis habilidades de vôo e pela capacidade de resolver problemas. O desafio com o Giallo é atender a necessidade de carinho e atenção dele e garantir que sua mente esteja sempre ocupada. Tem um grito muito alto, mas, felizmente, só grita de felicidade e de vez em quando (os vizinhos agradecem).

É muito importante que você saiba que minhas aves nasceram em cativeiro e foram adquiridas legalmente de criadores devidamente autorizados pelo IBAMA. Recomendo enfaticamente que faça o mesmo, se decidir abraçar a enorme responsabilidade para a vida toda que é adquirir um animal como este. 
Nunca, em hipótese alguma, alimente o tráfico de animais!

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